Tornando-se pais adotivos

Vocês acabam de se tornar pais adotivos, ou estão pensando seriamente nisso. Ao lado da expectativa e da alegria, o medo e a incerteza, uma sensação de incapacidade. Igualzinho aos pais naturais.

A mãe natureza dá aos pais naturais a possibilidade da gestação, que é um preparo físico e emocional, para a chegada do mais novo membro da família, e sabemos que dura, em média, 40 semanas.

Já com o filho adotivo essa “gestação” tem um tempo impreciso, podem ser anos ou dias. Mas seja qual for o tempo que vocês tiverem entre o momento em que tem a certeza de que o bebê vai chegar e o “grande dia” da chegada, várias medidas podem ser tomadas para facilitar essa transição:

Descubram como se sentem os pais adotivos

Conversem com outros casais que adotaram bebês, sobre suas preocupações e seus problemas e soluções.

Leiam livros sobre o assunto.

Encontre um grupo de apoio a pais adotivos ou busque a ajuda de um psicólogo especializado e faça um acompanhamento.

Descubram como se sentem os recém-nascidos

Façam um curso de preparação ao casal grávido (ao menos às aulas que falam de recém-nascidos e cuidados físicos e emocionais).

Aprendam um pouco sobre “inteligência emocional” a fim de ajudar seu bebê recém-chegado. Leiam livros sobre bebês.

Dêem uma “boa” olhada nos bebês

Visitem amigas e conhecidas com bebês novos ou vá até uma maternidade ou berçário, e olhe bem para eles, para que não pareçam tão estranhos.

Façam as compras com antecedência

Programe-se, preparando uma lista de enxoval e objetos “úteis” a um bebê. Vá às lojas especializadas e compre tudo o que seu filho usará nos próximos meses, assim terá mais tempo livre para quando ele finalmente chegar.

Escolham o pediatra de seu filho

A escolha antecipada do pediatra é tão importante para vocês quanto para um “casal grávido”. Marcar uma consulta antes da chegada do seu filho possibilitará a vocês fazerem perguntas e manifestarem suas preocupações de pais adotivos. E daí, tão logo o bebê chegue, já poderá passar por uma consulta pediátrica, e o médico saberá um pouco mais sobre vocês, trazendo benefícios ao bebê.

 

Considere a possibilidade de amamentar

Algumas mães-adotivas são capazes de amamentar seus bebês, ao menos em parte. Converse com seu ginecologista a respeito, ele fará as orientações e encaminhamentos necessários.

Contem aos familiares e amigos a novidade

Pode ser do jeito mais tradicional: enviando um cartão participando a chegada do bebê (e deixando claro que é um bebê adotado) “Temos o grande prazer de comunicar a adoção de….” . Ou informalmente, pelo telefone.

Lembrem-se: ao falar com quaisquer pessoas sobre o bebê, refira-se desde o começo a nosso (a) filho (a). E ao mencionar o casal que o gerou, chame-os de “pais biológicos” ou “pais de nascimento”, nunca digam PAIS VERDADEIROS, pois os pais verdadeiros são vocês. E quanto mais resolvida for esta questão para vocês, será para os que os cercam.

Contem ao seu filho

Hoje, já não se pergunta mais se deve-se ou não contar a uma criança que ela é adotiva. Faz parte do contexto geral e todos os especialistas concordam que as crianças PRECISAM saber e tem o direito de saber de sua adoção. E sempre através dos pais. Vocês podem começar desde o momento que a criança chega à casa. Mencionando que foi “o melhor dia de suas vidas” e que estão muito felizes por terem adotado ele(a)”. Embora a criança não seja capaz de entender o que significa a “adoção” antes dos 3 ou 4 anos, o contato precoce com esse conceito fará parecer natural e tornará a sua explicação, quando vier, menos ameaçadora e mais fácil de suportar.

E finalmente, lembrem-se: os pais adotivos têm direito a todas as dúvidas, ansiedades, medos, expectativas, surpresas e alegrias dos pais biológicos. Portanto permitam-se ser PAIS, sem medo de errar.

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