Pílula pode aumentar chances de incontinência urinária

Pesquisa mostra que o problema é maior na fase de pré-menopausa

Mulheres que usam pílula anticoncepcional estão mais propensas a desenvolver algum grau de incontinência urinária na fase da pré-menopausa, segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard (EUA) e publicada no Journal of Urology .

No geral, a ala feminina costuma a sofrer mais com o problema. As mulheres têm probabilidade duas vezes maior que os homens de apresentar essa condição, por conta da gravidez, do parto e de disfunções hormonais. Cerca de 40% das mulheres, após a menopausa, perdem urina de forma involuntária. O fator anatômico também pesa.

A musculatura que dá sustentação aos órgãos pélvicos é mais frágil nelas e o aparelho esfincteriano, mais delgado, e a uretra feminina curta. Além disso, o músculo estriado, que forma um pequeno anel em volta da uretra, é mais fino e adelgaçado nas mulheres do que nos homens, onde é espesso e forte , explica o urologista Ricardo Felts de La Roca.

O estudo avaliou mais de 22 mil mulheres, com idade entre 37 e 54 anos, sem histórico do problema e que utilizaram pílulas orais no período de 1989 a 2001. Dessas, uma parcela de 749 participantes tiveram perda involuntária da urina ao menos uma vez por semana.

A pesquisa apontou que aquelas que nunca haviam usado o medicamento apresentaram 27% mais chances de viver o problema semanalmente em comparação com aquelas que nunca utilizaram o método contraceptivo.

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