DE OLHO NA BALANÇA:

Segundo o clínico geral e fisiologista do exercício, de São Paulo, João Pinheiro (CRM-SP 74.184), a principal causa é a falta de uma alimentação balanceada, porém, a obesidade também pode ter fator hereditário. “A criança torna-se obesa quando ela passa a comer demasiadamente e não realiza atividade física para queimar as calorias extras. Com o tempo, essas calorias se transformam em gordura e, quando ela se torna excessiva, a criança tem grandes chances de se tornar obesa”, explica.
Uma pesquisa realizada recentemente pelo Ministério da Saúde, em 2011, alertou que 83% dos pais de filhos obesos acreditavam que eles estavam apenas gordinhos e que o peso extra não afetava a saúde. “As crianças abaixo de 10 anos são consideradas obesas quando estão com 20% a mais do seu peso ideal comparado às crianças do mesmo sexo e idade”, diz Pinheiro.
A partir dos 10 anos já é possível calcular o Índice de Massa Corporal (IMC). Para isso, o peso da criança em kg deve ser dividido pela altura ao quadrado.
Meu bebê tem tendência à obesidade?
Os pais devem ficar atentos ao peso da criança e também a outros fatores que podem contribuir para que o seu filho seja obeso:
– Mães que engordam demais durante a gravidez podem gerar bebês obesos;
– Crianças com peso e altura acima da média entre 8 e 18 meses têm maior propensão ao problema;
– O bebê não deve crescer mais do que 25 centímetros no primeiro ano;
-Crianças com mais de três anos que ficam mais de oito horas por semana na frente da TV e não realizam atividade física;
– Aparecimento de gordura localizada antes dos quatro anos;
-Fator hereditário e hábito alimentar inadequado.
Consequências
A obesidade é uma doença multifatorial, ou seja, de difícil tratamento, por ter várias causas envolvidas. “Além de mexer com o psicológico da criança, a doença também pode desencadear diabetes, doença cardiovascular, lesões ortopédicas e musculares e problemas de pele”, afirma o clínico geral.
Como tratar?
O método para tratar a obesidade infantil é uma dieta acompanhada de muita atividade física e mudança de comportamento. Mas esse tratamento só será efetivo se a criança contar com o apoio e o estímulo de sua família. “Nesse momento a criança precisa do apoio dos pais e da família, ela precisa ser incentivada a vencer a obesidade por meio de uma dieta balanceada e exercícios físicos”, aconselha.
As atividades físicas devem ser aplicadas paralelamente à dieta. “Os exercícios devem ser leves no início para não assustar a criança. Ele pode ser feito de forma contínua e com a participação de duas ou mais crianças para que ela possa interagir e assim aumentar a sua autoestima”, conclui o médico.
Fonte – João Pinheiro (CRM-SP 74.184), clínico geral e fisiologista do exercício

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