DISFAGIA EM CRIANÇAS

Disfagia é a dificuldade para engolir, ou seja, deglutir. Pode estar presente em bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos e vir acompanhada por uma patolologia seja neurológica, mecânica adquirida ou congênita.
De acordo com a fonoaudióloga da Clínica de Especialidade Integrada, Ana Paula Bautzer, o paciente com disfagia pode vir a ter complicações a ponto de correr risco de vida.
“Esse sintoma está ligado à dificuldade na deglutição, a inabilidade de ingerir, transportar nutrientes vitais ao corpo humano. Não é uma patologia em si, e sim faz parte da sintomatologia clínica de diversas doenças que podem atingir as fases de deglutição”, explicou.
Afinal, o que causa a Disfagia?
Uma das causas provocadas por essa disfunção pode estar ligada na dificuldade da passagem da massa alimentar da faringe para o esôfago. Essa barragem pode resultar na entrada de alimentos nas vias respiratórias, surgindo tosses engasgos, falta de ar e aspiração pulmonar do alimento. Em muitos casos pode estar relacionado a doenças neurológicas como acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo craniano, tumores cerebrais entre outros. Nas Distrofias musculares como miopatias, miastenia gravis etc; o uso de medicamentos e as alterações musculares próprias da doença podem aumentar o risco de aspiração traqueal e/ou penetração laríngea do alimento ofertado levando ao risco de pneumonia aspirativa.
“O estudo do caso junto a equipe multidisciplinar é muito importante, pois pode nos indicar fatores, sinais sugestivos ao quadro de Disfagia. Qualquer alteração pré, durante e após a oferta de alimento é levada em consideração. O fonoaudiólogo avalia desde postura, musculatura, voz, mastigação, deglutição e valor nutricional junto com a equipe e consegue definir uma forma segura de alimentar sem que o paciente corra o risco de aspiração”, ressaltou a fonoaudióloga Ana Paula Bautzer.
Conheça alguns dos sinais ou sintomas presentes na Disfagia:
– Dificuldade em iniciar a deglutição
– Dificuldade em controlar ou engolir a saliva
– Acúmulo dos alimentos na boca
– Regurgitação nasal ou oral
– Pneumonias de repetição
– Dificuldade em tomar determinados medicamentos
– Perder peso de uma forma abrupta
-Recusa alimentar ou diminuição do prazer de comer
– Dor ou muita força para engolir
– Sensação de comida presa na garganta
– Presença de engasgo e tosse ao engolir
Tratamentos
Deve ser diagnosticada primeiramente por um fonoaudiólogo por meio de uma avaliação funcional de deglutição.
São feitos exames de anamnese fonaudiológica, avaliação instrumental por meio da ausculta cervical e alimentação via oral assistida pelo fonoaudiólogo; em alguns casos são recomendados exames complementares de imagens da avaliação da deglutição.
A melhor forma de tratar a disfagia é colocar em prática a deglutição acompanhada de uma equipe nutricional. O paciente deverá ser avaliado para classificar a gravidade da doença e adotar uma dieta saudável e equilibrada. Para o tratamento obter um resultado eficaz, será necessário o paciente cumprir com alguns hábitos. Conheça as cinco dicas que podem ajudar a controlar a disfagia:
1-Adequar os alimentos
Os alimentos devem ser alterados conforme a dificuldade do paciente. Em muitos casos é indicada uma dieta com consistências específicas, indicados pelo fonoaudiólogo, visando uma deglutição segura.
2- Mastigue devagar
Coma devagar e mastigue bem. Quanto melhor realizada a trituração dos alimentos, melhor será sua digestão e mais fácil será para a formação e controle deste alimento na boca e na deglutição. Uma alimentação balanceada pode promover saúde geral ideal.
3- Postura
Evite que seu filho coma deitado, a não ser que seja uma recomendação médica. Na hora da refeição, peça para a criança apoiar sempre os braços na mesa e erga a cabeça e o tronco para ingerir os alimentos. Verifique se o seu filho engoliu todo o alimento antes de iniciar uma nova mordida. Mantenha a criança com a cabeça elevada por mais um menos 20 minutos após a refeição.
4- Confie na Equipe Nutricional
Nos casos de perda de peso ou até diminuição muscular é necessário a introdução de suplementos alimentares. Somente uma equipe nutricional pode indicar a melhor dieta.
5- Confie na Equipe de Fonoaudiologia
Somente o fonoaudiólogo pode indicar a consistência segura para que não ocorra o risco de aspiração do alimento. Ofertar líquido ou qualquer outra consistência sem que este seja indicado pode levar o alimento a ser aspirado para o pulmão, o fonoaudiólogo junto com a equipe de nutrição indica quais os alimentos corretos para que não ocorra desidratação ou desnutrição.

Fonte- Fonoaudióloga da Clínica de Especialidade Integrada, Ana Paula Bautzer

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