ENXAQUECA NA GESTAÇÃO: DESCUBRA COMO TRATAR

De acordo com o Dr. Leandro Teles, medico neurologista formado pela USP, a gravidez pode agravar a enxaqueca principalmente no primeiro trimestre, sendo que algumas mulheres podem apresentar crises pela primeira vez durante a gestação.
“Gravidez e enxaqueca são eventos que se associam frequentemente. A oscilação hormonal, a ansiedade, a limitação dos tratamentos convencionais fazem do cenário um desafio para o médico e para a paciente. A enxaqueca na gravidez é um mundo a parte, é fundamental dar alívio a gestante, sem comprometer a segurança do bebê”, alerta o especialista.
Toda gestante com crises intensas de dor de cabeça deve ser avaliada e conduzida concomitantemente pelo obstetra e um neurologista, a fim de determinar os casos que necessitam de investigação e delinear o melhor tratamento preventivo e para alívio de dor.
O que eu posso fazer para aliviar a minha dor?
Na gravidez é fundamental priorizar o tratamento mais natural possível. Minimizando a necessidade de medicamentos. Quando necessário uso de medicamentos esse deve ser escolhido sempre por um profissional habilitado e respeitar o contexto clínico e a fase gestacional em que se encontra a gestante. Vamos a algumas dicas importantes:

Alimentação
A gestante com enxaqueca deve evitar longos períodos sem se alimentar. É recomendado comer a cada 3 horas, em pequenas porções. O jejum prolongado pode gerar crises. Evitar álcool e alimentos ricos em nitritos (como os embutidos), pois tem poder vasodilatador e causam dor. Outra dica é evitar queijos amarelos (ricos em tiramina) e derivados de cafeína tais como chocolate ao leite, refrigerante de cola, café, entre outros.
Alguns alimentos protegem o paciente tais como grãos, sementes (ricos em triptofano); gengibre (na forma de chá ou tempero) pois tem ação anti-inflamatória natural; alimentos ricos em magnésio (como frutas, verduras e nozes).
Atividade física
A atividade física é altamente recomendada na gestação por diversos aspectos. Controla o peso, reduz a ansiedade, fortalece a musculatura para o parto e para a maratona pós-parto, melhora e sono e, de quebra, reduz a enxaqueca. Diversos estudos mostram sua efetividade. A recomendação é de pelo menos 40 min, 3 a 5 vezes por semanas, regularmente e sob orientação especializada.
Acupuntura
Esse tratamento é eficaz e seguro na prevenção e no combate à enxaqueca na gravidez. É fundamental a escolha de um profissional habilitado e com experiência em gestantes e dor de cabeça.
Sono
A gestante tem uma necessidade aumentada de sono. É fundamental que não haja privação de sono e que a mulher durma de forma confortável e efetiva. As crises de enxaqueca tendem a ocorrer com frequência menor em que dorme bem e, mesmo que a crise já tenha começado, o sono pode melhorar o sintoma com necessidade menor de medicamentos.

Métodos Térmicos
Outra dica na hora da dor durante a gestação é utilizar compressas frias na cabeça. O frio tem efeito vasoconstrictor (estreita o vaso dilatado na enxaqueca) e um efeito analgésico direto na musculatura da cabeça.
Medidas Anti–Stress
Tudo que a gestante puder fazer para relaxar ajudar nas crises de enxaqueca. Massagens, atividades de lazer, evitar discussão e excesso de trabalho.
Medicamentos
Todo e qualquer medicamento na gravidez deve ser tomado sob orientação médica, nada de automedicação.
Na hora da dor
Existem medicamentos analgésicos seguros na gestação. As opções dependem do trimestre de gravidez além de outros critérios utilizados pelo médico para estabelecer o custo Vs o benefício.
Profilaxia
As profilaxias tradicionais, como antidepressivos e neuro-moduladores em baixas doses são utilizadas em casos selecionados durante a gravidez. Mas, de modo geral, devem ser evitados em casos leves e durante o primeiro trimestre (por falta de estudos que garantam a segurança de boa parte deles).
Como alternativa existem algumas medidas suplementares naturais tais como, por exemplo, a reposição de Riboflavina (vitamina B2), que foi eficaz em muitos estudos e é seguro para mãe e bebê durante a gestação.

Fonte – Neurologista Leandro Teles – www.leandroteles.com.br

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