RINITE ALÉRGICA EM CRIANÇAS- SINTOMAS E PREVENÇÃO

De acordo com a Dra. Angela Shimuta, otorrinolaringologista da Clínica de Especialidades Integrada, a rinite é uma inflamação que atinge a mucosa de revestimento nasal, levando a liberação de histamina e consequentemente a sintomas como obstrução nasal, coceira, secreção nasal e espirros, após a exposição a alergenos , como pó domestico, pólen , pelos de animais e muitos outros. Existe cerca de 50% de chances de o filho herdar esse problema dos pais”, diz.
Pelo menos de 10% a 15% das pessoas sofrem com a rinite. Entre as crianças de 6 e 7 anos a incidência chega a 20%. Mas as características só aparecem na medida em que vão entrando em contato com o que as sensibilizam.
A rinite precisa ser diagnosticada rapidamente, pois a criança respiradora bucal tem maiores chances de desenvolver infecções, como amigdalites, otites e sinusites; apneia do sono; fadiga; déficit de atenção e baixo rendimento escolar.
A rinite alérgica pode ser diagnosticada através da história clinica e antecedentes familiares, exame físico e exames complementares (laboratoriais). A criança pode apresentar alteração de coloração e aspecto das mucosas nasais, presença de coriza, ou sangramentos. Além disso, pode-se observar muitas vezes uma prega sobre o dorso do nariz de tanto coçar, conhecido como saudação do alérgico, olheiras e olhos vermelhos quando há conjuntivite alérgica associada. Os exames laboratoriais são indicados para a identificação dos alergenos que causam esta doença.
O tratamento para a rinite começa através da higienização do ambiente.
Deixe a casa limpa com mais frequência. Prefira usar pano molhado ao invés de aspirador de pó. As cortinas, bichos de pelúcia, almofadas, não podem ficar perto da criança alérgica, pois estes acumulam muito ácaro. O quarto do seu filho precisa estar em uma área bem ventilada e que bata sol (por causa dos fungos). Substâncias que possam irritar o nariz (perfume, fumaça de cigarro, produtos de limpeza) devem ser mantidas longe do alcance dos pequenos Se depois de tomados esses cuidados a crise não passar ou diminuir, é preciso levar a criança ao médico de forma que ele indique qual o melhor medicamento a ser tomado. Outra opção é fazer o uso de vacinas antialérgicas.

Fonte- Angela Shimuta, Otorrinolaringologista da Clínica de Especialidades Integrada

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